CampusParty Brasil #7: Muitas promessas, muito conteúdo e muito mi-mi-mi

É, concordo que a idéia da Futura Networks de forçar emplacar o empreendedorismo na CPBR7 não foi das melhores. Não por ser um conteúdo chato, longe disso; eu colocaria a culpa no fato dos Magistrais serem todos de… Empreendedorismo. As áreas de tecnologia e ciência ficaram totalmente órfãs. Sim, foi minha primeira Campus Party e como qualquer calouro as facetas do evento me deixaram eufórico e entusiasta over 9000 com tudo por lá. Porém, não é muito difícil comparar magistrais da edição anterior (CPBR6) com os da convenção deste ano: Buzz Audrin. Já podemos parar a comparação por aqui e chegar no consenso de que a Campus anterior deu mais importância à ciência e tecnologia do que em 2014.

Mas OK! Participar de um evento dessa escala foi sensacional pra mim e para a Lu (Referência única: Lu = minha noiva). Percebi algumas falhas na infraestrutura do evento, mas acredito que isso deva mudar nas próximas edições… Tá, os chuveiros gelados (nem tanto, com 35ºC em SP foi até melhor assim), o excesso de vagas para Campuseiros (8k pessoas, sendo 99% LoLzeiros e DOTAzeiros turistas – Desculpe, precisava fazer essa menção!) e a ineficiência em bolar um cardápio mais variado no Catering (Hot-Dog/purgante, Hamburger ou Carne vermelha estilo sola-de-sapato?) foram um pouquinho frustrantes.

Conteúdos

DRONES! E suas propagandas. Fonte: Drone do BB Seguros

Certo, vamos aos conteúdos. Eu tive o prazer de participar (não vou listar todas as palestras/workshops, somente as mais legais) de algumas dinâmicas, palestras e workshops na CPBR7. Voltei pra casa com o cérebro fritando de tantas novas idéias e informações com paradigmas quebrados. Fomos a um Workshop chamado “Como ter certeza se você não é um robot” onde o palestrante Luiz Algarra desfiou todo o conceito de formação de caráter, visão, opinião e tudo mais que você julgaria ser seu “Éter” – sua essência. E provou o como os seres humanos são quadros brancos que podem ser facilmente (e indiretamente, sem intenção) moldados enquanto são crianças. Bom, eu saí de queixo caído pensando em como minha vida foi uma farsa como nossas invenções em todas as áreas do conhecimento são o reflexo do nosso modvs operandi humano.

Outro workshop interessantíssimo, foi o “Criando um hotsite com GIMP em 30 minutos” ministrado pelo Luiz Bruno Vianna. Finalmente entendi (numa conversa entre um recorte e outro no canvas) a importância na sociedade de se ter o Software Livre e, claro… Eu aprendi a usar melhor a ferramenta de edição de imagens (a qual nunca foi fã, desculpe).

Eu, Bluehand Mito e a Lu

Entre um combate de robôs e outro, a top 2 de todas as palestras que eu assisti (a melhor deixará você leitor de queixo caído, ou de prato caído): “Protocolo Bluehand: Robôs”. O JovemNerd, Azaghal, Fábio Yabu e o Mito Caio Bluehand fizeram uma live conversando sobre a próxima singularidade que a sociedade enfrentará: Os robôs inevitavelmente ficarão mais inteligentes do que os humanos e a porra vai ficar séria. Fizeram seu jabá sobre o futuro lançamento “Protocolo Bluehand: Robôs” pela NerdBooks e blá blá blá wiskas sachê.

O Top 1, a palestra que eu não esperava sair tão chocado, a palestra que colocou o dedo na ferida dos céticos: “Operação Prato: A Aeronáutica pesquisa UFOs secretamente (ou não tão secretamente) na Amazônia”. Fotos, relatos, ataques alienígenas no maior estilo Guerra dos Mundos (gzuis, filme tenso), documentos oficiais do governo federal e até MILITARES prestando depoimentos aos UFO Hunters brasileiros. Sério, voltei pra casa chocado e comecei a levantar teorias bizarras sobre isso… Que ficarão para outro post (:

A palestra Bonus-Track da vez foi a do pessoal do ZumbiCast, NerdMãe e GeekVox. Diz que a Campus Party é especialista em revelar grandes potenciais para o mundo internetesco (WAT?) e não é atoa – essa galera mandou muito bem e abriu espaço inclusive para um grupo de desenvolvedores mobile de jogos (Esqueci o nome da desenvolvedora, trarei o link do app depois aqui mesmo!) divulgarem seu trabalho que, ficou fodasticamente incrível.

Mi-mi-mi desgraçado por parte dos “Veteranos”

De polêmica já bastam os mamilos, mas é impossível escrever algo sobre a CPBR7 sem tocar nesse assunto: A síndrome do Veterano Campuseiro. A melhor Campus Party será a primeira que você participou, e quem disser o contrário será sumariamente executado em praça pública (ou terá seu cabo de rede raptado por mal-educados ao seu lado). No fim da CPBR7, os únicos comentários que foram feitos nas redes sociais foram:

  • “CPBR5 foi a melhor! Nem se compara ein bando de calouros!”
  • “CPBR6″ foi uma Campus de verdade. Essa CPBR7 foi a pior da História.”
  • “(CPBRx1000000).-1/0 foi a mestra. Vocês novatos não sabem o que falam mesmo.”

Como bons brasileiros que são, reclamaram MUITO e não souberam procurar soluções que não envolva chingar a mãe do colega. Passemos para outro tópico…

Amizades e Networking

“Descendo as Cataratas com um Barril, ein? Acho que irei lhe aplicar uma multa.” Com Paulo Henrique e Lu.

Já tinha ouvido de amigos que participaram de edições anteriores das possiblidades de ganhar novos amigos dos 4 cantos de Hueland Brasil. E não foi diferente conosco! Conhecemos diversas pessoas ao lado de nossas barracas, na fila de entrada, de saída, no restaurante e na bancada ao lado. E são amizades que irão render muitas partidas de Age of Empires, Counter Strike e várias discussões surreais no chat do DC++.

Resumo? CPBR8, nos aguarde!

Com todos os problemas, chatices e entriguinhas com o colega do lado, já irei juntando na poupança minhas economias para comprar o Camping da Campus Party 2015, sem arrependimento algum. Mas dessa vez pretendo levar um Headset, mouse pads, ventiladores, uma núvem de chuva… Coisa básica pra se acampar no cimento.

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4 comentários sobre “CampusParty Brasil #7: Muitas promessas, muito conteúdo e muito mi-mi-mi

  1. É uma experiência única participar de CP, concordo que existe muito mi mi mí mas concordo tbm que grande parte dos veteranos sabe o que fala. Quem não foi, DEVE ir, daí sim tira suas próprias conclusões. Não fui esse ano por que simplesmente tinha algo melhor pra fazer nos dias da Campus, mas o time completo de amigos foi. Participei das 6 anteriores, e a cada ano (acredite) o evento só vem caindo. Quando você vê falhas na infraestrutura do evento, saiba que elas estiveram em todas e acreditar que diminuirão é o mesmo que acreditar em duendes, não melhora, SEMPRE vai ter uma nova. Os chuveiros é loteria, alguns muitos quentes e outros extremamente gelados, o que não muda são os cagões que depois que colocaram cortinas começaram a aparecer (na primeira não teve, também se tivesse o infeliz apanhava pois não havia privacidade, banheirão de quartel mesmo e água no chão compartilhada). A ineficiência nos cardápios não mudará, é impossível agradar a todo mundo. Discordo de vc quando fala que a CP anterior é sempre a melhor, pra mim 2009 e 2010 estão pra mim entre as sensacionais e a de 2013 como a pior (Tinha tudo pago nesta CP novamente, amigos me mandando fotos e whatsapp perguntando quando chegava… repito que não fui esse ano por que tinha coisa melhor a fazer, mas não critiquei quem foi que fique claro). Você agora tem um ponto de referência para comparar, ano que vem colocará os dois eventos e saberá realmente do que os veteranos falam, pois o deslumbre da primeira vez acredite: É DEMAIS! (2008 para 2009 só pensava nisso). Depois de algumas edições o evento foi perdendo o brilho (ou envelhecemos, sei lá) e na minha opinião se transformou numa grande correria atrás de brindes (iniciada em 2010, antes disso não havia tanto). Sinto falta da CP? Hoje não, sinto falta dos amigos que fiz por lá, mas oportunidade de vê-los (com conforto) eu posso fazer em qualquer época do ano, pena não dizer o mesmo dos palestrantes e conteúdo que absorvemos nestes pouco menos de 6 dias. Cara, tem gente que reclama de tudo, de chuveiro, de barulho pra dormir, de fila… tem gente pra caralho, então acostume-se ou não vá. Saiba que ira passar por situações do tipo e foda-se os mi mi mís. Minha opinião é isso, agora cabe a você adicionar (ou não) a pasta mi mi mí do teu cérebro rs. Da minha parte um abraço e quem sabe CP14 eu apareça nessa zona.

  2. Oi Secco! Sim, concordo que talvez com o passar do tempo o entusiasmo seja apagado pelo vício das falhas da Futura Networks em organizar o evento. Mas não pude reparar que neste ano as pessoas reclamaram muito mais, sendo que os calouros continuaram com o mesmo deslumbre com a Campus Party. Eu realmente acredito que agora eles precisem melhorar pela própria sobrevivência da feira aqui no Brasil… Poxa! Na Europa a própria Campus Party instala isolantes térmicos nas alas de camping, estamos quase entrando na primavera de lá (nem tem como arranjar desculpas do tipo “lá faz mais frio”) logo é um descaso que parenta só acontecer por aqui.

    Talvez a consciência do campuseiro em zelar pelo evento pese muito também. Mesmo sendo 8000 pessoas cadastradas e pagantes, ainda existem aproveitadores que tentam furtar seus pertences =(

  3. Eu mais uma vez fiquei na correria de cobrir o evento e não aproveitei muita coisa das palestras =\ mas a falta de Magistrais que sejam verdadeiros ídolos da galera fez muita falta. Até mesmo Bruce fez a palestra focada ao empreendedorismo. Apesar que a palestra de Lonan no ano passado tbm foi de grande conteúdo vamo buscar nosso lugar ao sol. A abertura de espaço para galera da WEB não tão conhecida foi ótima mas gostaria de ver isso acontecer durante o dia como conteúdo oficial do evento.
    A primeira CP será a melhor pq é a primeira, a minha foi fantástica e que venham as próximas 😉

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