O dia em que o Ministério Público Estadual resolveu pedir mais atenção

Já tentaram de tudo pra parar as obras e as implementações de ciclovias em São Paulo, mas existe um grupo de pessoas que não cansa e ainda por cima é incrivelmente criativo na hora de travar o projeto.

Disclaimer: O blog é meu, crie o seu gratuitamente e fale suas próprias asneiras sem encher minha paciência com argumentos que além de infantis, também são vazios. Argumentos inteligentes e pensados, como sempre, serão bem vindos.

Disclaimer²: Este texto não tem o objetivo de argumentar seriamente em 100% da sua extensão (talvez nem 1%), a mesquinhice da Ação Pública elaborada pelo MPE. Se esse é seu objetivo, dê uma visita a nota oficial do Ciclocidade que fez isso melhor do que ninguém. Tome um sal de frutas antes de continuar, a acidez de meu almoço foi transferida para os próximos parágrafos.

Não importa se você é “esquerdopata comunista” ou “direitopata fascista”: se uma notícia dessas cai no seu colo e você tem um mínimo de bom senso (talvez em extinção nos tempos de extremismo), você deve pensar que talvez exista uma semelhança entre uma criança mimada e quem está por trás do Ministério Público Estadual.

Eu não sei como funciona a burocracia para publicar uma medida pelo MPE ou qualquer outra esfera do MP, mas acho que seria uma boa hora de implementar alguns filtros automáticos de calibre similar aos que são usados em portais de notícias na seção de comentários. Eu não levaria a sério uma instituição que publica e “dá fé”, em uma Ação Pública onde afirma que as ciclovias paulistanas trazem falta de segurança ao ciclista ou que não deveriam ser prioridade, porque São Paulo possui um clima instável com grande incidência de chuvas (parece comentário de rodapé no UOL, mas pra minha tristeza não é).

Será que assim fica melhor, MPE? (ciclofaixa inglesa)

Será que assim fica melhor, MPE?

A grande e irrefutável verdade é que ambas as frentes (pró-ciclovias e “carrocratas”) atribuem um Marco as conclusões das obras na Avenida Paulista: caso as obras terminem como o planejado no fim do semestre, a maioria dos ciclo-ativistas e entidades pró-bicicletas entendem que a Cidade (ou a administração atual) está propícia e se preocupando com o modal, o enxergando como política de transporte público. Mas, caso algo dê errado no meio dessa viagem repleta de altas confusões da Sessão da Tarde, os carrocratas ou os oposicionistas entendem que a política de mobilidade urbana de Fernando Haddad falhou epicamente e que foi um desperdício de dinheiro investir num modal onde as pessoas se molham de chuva durante o verão. No pé que estão as obras na Paulista, após chamar de caos uma tinta vermelha que na verdade era só cimento, ou talvez reclamar que a calçada na altura do MASP é tombada mesmo depois do CONDEPHAAT  aprovar a ciclovia, nada vai criar uma imagem negativa ou invalidar a intervenção urbana da avenida… Ou não: IT’S MPE TIME, MODAFOKAR!

Ciclofaixa da Politécnica?

Ciclofaixa da Politécnica?

A indisposição de muitos em validar fontes de notícias ou informações é um grande erro após o advento do Google e das políticas de transparência brotando nos municípios. Não é preciso grandes habilidades com palavras-chave para descobrir que a discussão e planejamento das ciclovias paulistanas são mais antigas que muito estudante do Ensino Médio de hoje, nem mesmo que as ciclovias foram debatidas em vários momentos da gestão atual (debates do Plano Diretor, Conselho Municipal de Mobilidade, audiências públicas na Câmara Municipal…).

Se a prefeitura asfaltasse a calçada então, haveriam chiliques generalizados no Itaim.

Se a prefeitura asfaltasse a calçada então, haveriam chiliques generalizados no Itaim.

Talvez o link de internet no MPE não seja bom e a pesquisa não pudesse ser feita, mas na maioria da população existe um descaso em acompanhar assuntos que seriam de seu interesse dentro da administração municipal (a mais próxima do cotidiano do munícipe). Muitos paulistanos sequer folhearam o Plano Diretor de 2014, quiçá acompanharam sua elaboração na Câmara de Vereadores. Isso é péssimo: a desinformação é uma arma poderosíssima contra as ciclovias e uma Ação Pública mal elaborada como essa do MPE inflama mais ainda esse poço de petróleo mal estancado.

 

Não gostei, dá CTRL + Z Prefeito!

A multa de 100 mil/dia caso a prefeitura desrespeite a medida, é clichê mais puro que os cristais de Mr. White. Mas aí o bonus-track do MPE superou todos os outros absurdos envolvendo as ciclovias paulistanas: Recuperar as faixas das ciclovias que ainda não estão concluídas. Você leu bem, e eu não redigi isso alcoolizado – o MPE quer dar o CTRL + Z mais forçado da história só porque ciclovias oferecem riscos ao ciclista e porque chove demais em São Paulo. Mais ironia que isso, só se o MPE pedir pro Haddad passar uma ciclofaixa novinha na represa do Cantareira.

 

Mas vai rolar ou tudo isso é um ruído na caixa de som direita?

Rolar o quê? a Ciclovia na Cantareira?

 Foto de destaque retirada do site Cidades (Band)

Você pode acompanhar a Ação Pública pesquisando por seu número (1009441-04.2015.8.26.0053). Mas eu recomendo assistir Prison Break no Netflix, tem mais potencial de dar certo e o enredo é melhor.

Todas as fotos variadas entre os parágrafos foram retiradas do artigo em Anorak, e para a infelicidade geral do MPE, não são brasileiras, mas inglesas.

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