Eleições 2014: O (bizarro) primeiro contato

Como uma Globo instável, uma neblina mortalmente polêmica e uma entrevista que virou debate mudaram completamente o cenário do pleito de 2014 (em menos de 10 dias)

Sempre que uma roda de amigos se reúne para discutir política (seja em âmbito municipal, estadual, federal, ou qualquer um que aparecer), o infeliz e errôneo comentário aparece:

*coloque o partido oposto aqui* comprou a Globo, já viu a entrevista do *coloque o candidato do partido oposto aqui* que os caras pegaram leve?

Não, eu não errei minha comparação. Esse discurso é rotineiramente adotado nos blogs e portais ou pouquinho mais extremos da direita e da esquerda e poderia ser interpretado numa pseudo-equação matemática pra representar o fla-flu político que vivemos. Confesso ter caído na lorota que alguns blogs como os da Revista Fórum ou Pragmatismo Político que a entrevista do Aécio Neves tinha sido um fiasco, ou que o mineiro foi enfrentar o dragão global de peito aberto sem preparo algum. Bom, eu não havia assistido a entrevista do por motivos técnicos relacionados a minha internet podre ruim da NET (história pra outro post), e cometi o grave erro de adotar um discurso herdado da mídia pró-situação – nada coeso. Por isso, após a bizarra-violenta entrevista da Dilma, resolvi assistir a todas as entrevistas concedidas pelos favoritíssimos ao trono de ouro do planalto. Continuar lendo

Citação

A novela Controlar e Inspeção Veicular em SP

O caso Controlar ou como age a mídia e o capital financeiro em São Paulo
A campanha é bonita. Bem feita e, provavelmente cara. Jovens brancas, bem criadas, abordam motoristas nos principais cruzamentos da cidade com um balão vermelho. É isso que sai do escapamento do seu carro em apenas 3 segundos, dizem elas. A ação viral ganhou a mídia. No último sábado o Jornal Hoje deu destaque à matéria e trouxe um dado “alarmante”: a poluição atmosférica mata mais que acidentes de trânsito em São Paulo.
Os dados são de um obscuro Instituto de Saúde e Sustentabilidade e foram apresentados oficialmente em setembro de 2013, mas o JH só se interessou pelos dados agora, em janeiro. Aparentemente, os balões foram responsáveis por “conscientizar” a pauta do jornal sobre os riscos de uma cidade poluída.
Mas quem acredita nessa história? Por que um estudo de setembro só virou matéria quatro meses depois? E a campanha, custou quanto pra ser feita? Quem a está pagando?

Inspeção veicular
No último dia 22, o juiz da 11ª vara da Fazenda Pública de São Paulo barrou um pedido da Controlar para que a empresa continuasse fazendo a inspeção veicular na capital paulista. A empresa discute na Justiça o prazo do contrato da licitação.
Para a Controlar, o documento seria válido até 2018. A Prefeitura de São Paulo considera que o prazo já expirou. A discussão está relacionada ao início das atividades, em 2008, 13 anos após a licitação, ocorrida em 1995.
A briga jurídica foi motivada pela mudança de modelo de inspeção, mas também pelas denúncias de corrupção que envolvia a Controlar e a administração Kassab. A prefeitura decidiu partir para um novo esquema de inspeção, menos oneroso ao motorista. A partir daí, as ações se multiplicaram e chegou a ser questionada como inconstitucional pela Procuradoria Geral do Estado.
Além da justiça, o imbróglio se estendeu à mídia.
Ao invés de informar sobre os negócios escusos da Controlar, os grandes jornais e a Rede Globo, passaram a questionar o novo modelo de inspeções do ponto de vista ambiental.

Instituto Saúde e Sustentabilidade
Junto com a pesquisa alarmante do Instituto de Saúde e Sustentabilidade, foi promovido um seminário que contou com o vereador Gilberto Nalini, do PV e crítico feroz da administração Haddad. O vereador falou com destaque, logo após a apresentação da diretora executiva do instituto, Evangelina Vormittag.
“Morrem quatro mil pessoas por ano na cidade com problemas respiratórios e cardíacos em razão da poluição. A inspeção veicular deve ser aperfeiçoada, não flexibilizada”, defendeu o vereador na ocasião. “A questão é de saúde pública, não de política e, muito menos, econômica”, completa.

Ação judicial
Curiosamente, o principal argumento usado pela Controlar ao pedir a continuidade da inspeção veicular foi a pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade. À imprensa, a Controlar afirmou que a pesquisa era da USP, mas, na verdade, Vormittag utilizou pesquisadores da USP para o levantamento, segundo afirma a página do instituto na internet.
Além de Natalini, estavam presentes David Uip, secretário de Saúde de São Paulo e Bruno Covas, secretário do meio ambiente.

Apenas indícios
Então, se há uma pesquisa da USP, há mortes relacionadas com a poluição, afinal, por qual motivo a Justiça barrou a Controlar? E os balões, o verde?
Como notou o juiz da 11ª Vara da Fazenda Pública, há apenas indícios que apontem para mortes causadas por poluição. Especialmente no número levantado na pesquisa. Nas estatísticas de morbidade, a poluição não aparece como causa. Em teoria, ela causaria complicações que levariam ao óbito. Muito distante de afirmar que mata mais que acidente de carro em São Paulo.
O próprio experimento com balões é uma fraude.
No balão, além de gás carbônico, enxofre, chumbo e material particulado (o vilão, segundo Vormittag) há água, oxigênio, nitrogênio. Nem tudo que sai de um escapamento é puro lixo. Além disso, os carros com até 3 anos são, na maioria, flex. O álcool usado na maioria deles polui menos, pq a quebra de moléculas e a queima é mais eficiente que o diesel – esse sim, o grande vilão das metrópoles.
Além disso, os balões, especialmente da cor vermelha, são fabricados com hidrocarbonetos e seu descarte no meio ambiente pode ser mais perigoso que um escapamento a todo vapor.

Por que janeiro?
Somente uma decisão judicial daria continuidade à inspeção veicular feita pela Controlar, nos moldes adotados pela administração Kassab. Seguindo os ritos normais, o contrato com a Controlar acaba em 31 de janeiro deste ano. Mas, na justiça, a Controlar tem perdido sem se conformar. Por isso a urgência de uma ação de marketing viral.

Adiantou?
Balões, gente bonita, vídeo bem feito, infográficos e matérias nos principais jornais. Nada disso adiantou. A Controlar foi barrada pela justiça e a campanha da agência Tudo (que jura, foi institucional, com recursos próprios) não rendeu nada nas redes sociais. As matérias que saíram na Exame e no Estadão, por exemplo, tiveram cerca de 20 Rts, todos neutros, e a tag ‪#‎3segundos‬, bolada para ser um “alerta” ao motoristas, ficou longe de emplacar.
Ainda assim restam dúvidas: quem bancou a campanha? Por que a Globo embarcou numa bobagem? A USP ou sua estrutura foram usadas para interesses particulares? O programa Vai de Bike, do Itaú, e a ong Catraca Livre, do jornalista Gilberto Dimenstein, da Folha, tem qual participação nessa mega operação?”

Fonte: Página Dois (Acessado em 04/08/2014)

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Acho que qualquer um que seja um mínimo mais esclarecido, insinuaria que o lance da Controlar é menos efetivo do que “tampar o sol com uma peneira”. Mesmo que a pesquisa do obscuro instituto, o programa Catraca Livre e o programa de incentivo do uso das bikes em SP feito pelo Itaú seja comprado ou manipulado por alguma instância maléfica, não vou parar de ter crises infernais da minha bronquite/asma no próximo inverno. O estrago já foi feito quando em algum passado plano diretor do município foi dada a prioridade ao transporte individual via automóveis, ante de investir num plano a longa data com transporte em massa e até mesmo numa malha de ciclovias usável pelo paulistano.

Em ano de eleições, tudo vira conspiração (para ambos os lados já conhecidos). Precisamos deixar de lado o debate inflamado e apaixonado pra definir qual qual caminho seguiremos nos próximos anos. O debate não deveria só acontecer nos anos pares de pleitos, mas todos os dias que encontramos algo que não está (em cada concepção pessoal) certo. Se ficarmos nos agredindo entre o insuportável, antiquado e secular debate de que “Fascistas/PSDB & cia vs. Comunistas/PT & cia” vão destruir o universo, a familia tradicional, o direito de liberdade, os gays, lésbicas e negros – que aliás, parece uma briguinha de adolescente de quem tem o maior “documento” ganha)… Bom, ao invés de política, vou começar a discutir com a minha noiva em qual país deveremos morar na próxima década.

 

O Prólogo do Absolutismo no Brasil

Você já teve a curiosidade de comparar o teor, ou até mesmo contar a quantidade de ofensas e críticas vazias realizadas na Revista Veja e na Revista Carta Capital, em caráter de comparação entre as duas revistas?

Eu (e por isso considere isso uma opinião), cheguei na conclusão que dentro da Veja só existem colunistas mal-educados, tentando se passar por adolescentes revoltados com seus pais, que só sabem chingar quem não concorda com suas opiniões, de “babacas”, “incomPTntes”, e usar o famigerado termo “oPTsujaomeuBrasil”. Os artigos mais tendenciosos (sim, a Carta Capital é tão parcial quanto a Veja – isso é óbvio e negar algo assim é hipocrisia), que são em muitos casos de teor investigativo contra o PSDB em São Paulo (exemplo) são menos ofensivos do que qualquer artigo da Veja que esteja fazendo papel de denúncia contra o PT? Talvez agora fique mais fácil de entender porque a Direita é tão mal representada por aqui e o porquê a Esquerda conseguiu ganhar tanto espaço no país.

Será a Direita um depósito e constante da falta de raciocínio, sendo resumida em gritos e imposições, e a Esquerda um produto resultado do pensamento mais aprofundado de qualquer situação? Ou nossa Direita é tão desarticulada e atrapalhada ao ponto de não conseguir formular um debate mais profundo de nada? É fato que existe uma ala dentro do grupo dos Petistas e simpatizantes que se assemelham aos Tucanos, membros do DEM, PPS e afins no quesito ignorância… Mas dentro das principais agremiações de Direita brasileiras esse sentimento de revolta é generalizado.

Mas recentemente, acompanhando as fontes sociais (leia-se Twitter e Facebook) de informação dos “presidenciáveis” (Aécio Neves, a dupla dinâmica de Marina Silva e Eduardo Campos, e todos os outros “nanicos” que almejam entrar no Palácio do Planalto em 2015) cheguei a conclusão que o sentimento de revolta com o atual governo federal é generalizado. Quando digo generalizado, quero dizer que somente os presidenciáveis e a “galerinha de Direita de sempre” exala esse tipo de sentimento. Esse modo de fazer política (por ser oposição, não concordar com absolutamente NADA que é feito, sugerido ou criado por membros do governo federal) vem ganhando espaço a cada dia. E o pior: está ganhando apoio popular. Não é novidade que PT virou sinônimo de corrupção no Brasil desde a denúncia do Mensalão (isso é história pra outro Post), mas você por não ter votado no governo atual fazer “birrinha” com qualquer medida, projeto ou lei criado por ele é ser infantil. Essa maneira de fazer política está ganhando tanto espaço no Brasil, que mesmo o PT em situações de oposição começa a tomar decisões baseada nesse modo.

Estamos caminhando para direção do Absolutismo, onde não há espaço para discussão em nenhum dos lados. Ou você é Conservador, ou você é um Comunista – que irá repudiar qualquer ato que fuja de suas virtudes (isso vale para ambos os lados). Não é mais possível tomar decisões que beneficiem a maioria da população. Sabe quando uma situação social parecida com essa aconteceu? Nos prólogos do Golpe de 1964.

A história do ódio no Brasil

“Achamos que somos um bando de gente pacífica cercados por pessoas violentas”. A frase que bem define o brasileiro e o ódio no qual estamos imersos é do historiador Leandro Karnal. A ideia de que nós, nossas famílias ou nossa cidade são um poço de civilidade em meio a um país bárbaro é comum no Brasil. O “mito do homem cordial”, costumeiramente mal interpretado, acabou virando o mito do “cidadão de bem amável e simpático”. Pena que isso seja uma mentira. “O homem cordial não pressupõe bondade, mas somente o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva”, explica o sociólogo Antônio Cândido. O brasileiro se obriga a ser simpático com os colegas de trabalho, a receber bem a visita indesejada e a oferecer o pedaço do chocolate para o estranho no ônibus. Depois fala mal de todos pelas costas, muito educadamente.

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Review: Lockie para Windows Phone

Uma das principais propostas que o WindowsPhone trás aos seus usuários é a capacidade de personalizar seu smartphone, e deixá-lo de uma forma que qualquer pessoa possa dizer que ele é realmente “a sua cara”. Mas algumas coisas podem ficar ainda melhor e o app Lockie é um dos caminhos.

A proposta do Lockie é que você consiga adicionar mais elementos a sua tela de bloqueio, elementos que (ainda) não estão disponíveis nativamente. Um exemplo do nível de customização proporcionado pelo app é a possibilidade de adicionar informações em dois Stacks (grupos de notificação) alinhados verticalmente. Cada Stack possui 2 linhas para exibir a notificação que você configurar, onde é possível

adicionar citações, feed de RSS, anotações e clima.

O Lockie também possibilita que criemos nossos próprios tiles, com as mesmas opções de personalização da tela de bloqueio.

Aprovado:

As possibilidades de personalização são imensas! Além de poder adicionar recursos de notificação em tiles e na tela de bloqueio, o app possibilita que o usuário escolha a cor do seu tile, adicione uma coleção de fotos personalizável que se alterne na tela de bloqueio, e escolha os provedores predefinidos de previsão do tempo. A interface de configuração do app pode

ser rodada com o fundo branco ou preto, então para os que gostam de usar seu WindowsPhone com fundo preto ou branco podem ficar sossegados.

Reprovado:

A previsão do tempo. Apesar da possibilidade de escolher entre uma pequena lista de provedores, nenhum deles conseguiu localizar minha cidade – logo, ainda não foi possível testar esse recurso. Acredito que seja um bug simples que deve ser corrigido nas próximas atualizações, então não há com o que se preocupar.

Lista de recursos (extraído da loja do WindowsPhone):

* Sem propaganda, software gratuito

* Suporte a dados de previsão do tempo por The Weather Channel e Accuweather.com  Idiomas suportados: Inglês e Vietnamita (D:)

* Personalização de cores, live tile,tela de bloqueio, format de hora e métrica, fonte da previsão do tempo e muito mais

* Recursos para o fundo da tela de bloqueio: o Padrão

* Coleção de fotos do celular

* Fotos do Bing

* Fotos aleatórias do Bing que foram baixadas o Cores sólidas

Baixe o aplicativo: Aqui