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Contagem de pedestes e ciclistas aponta a necessidade de reurbanização na região do Butantã (SP)

Uma prévia da contagem realizada na Vital Brasil x Metrô Butantã que o Bike Zona Oeste auxiliou \o/

Página da Rachel

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No dia 12 de agosto a Ciclocidade promoveu uma contagem de ciclistas na av. Vital Brasil, esquina com a Estação do Metrô Butantã. Foram contados 758 ciclistas em 14 horas. Ou seja, em média passam 54 ciclistas por hora.

Além da direção que os ciclistas seguiam, foram anotados itens como o uso do capacete e mochila (para avaliar o quesito passeio x trabalho/estudo), quantidade de mulheres e crianças ( ” termômetros” para avaliar a segurança da via), e também se o ciclista estava na calçada ou contramão ( pela ausência da infra-estrutura e consequentemente a busca  do ciclista por segurança).

Uma ciclovia ali com certeza atrairia novos usuários da bicicleta, como a Eliseu de Almeida, que aumentou em 40% o número de ciclistas um ano depois que a estrutura foi implantada. Na ponte Cidade Universitária, próximo a região,  uma contagem realizada em junho de 2015, registrou 1062 ciclistas.

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Nas horas que…

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A novela Controlar e Inspeção Veicular em SP

O caso Controlar ou como age a mídia e o capital financeiro em São Paulo
A campanha é bonita. Bem feita e, provavelmente cara. Jovens brancas, bem criadas, abordam motoristas nos principais cruzamentos da cidade com um balão vermelho. É isso que sai do escapamento do seu carro em apenas 3 segundos, dizem elas. A ação viral ganhou a mídia. No último sábado o Jornal Hoje deu destaque à matéria e trouxe um dado “alarmante”: a poluição atmosférica mata mais que acidentes de trânsito em São Paulo.
Os dados são de um obscuro Instituto de Saúde e Sustentabilidade e foram apresentados oficialmente em setembro de 2013, mas o JH só se interessou pelos dados agora, em janeiro. Aparentemente, os balões foram responsáveis por “conscientizar” a pauta do jornal sobre os riscos de uma cidade poluída.
Mas quem acredita nessa história? Por que um estudo de setembro só virou matéria quatro meses depois? E a campanha, custou quanto pra ser feita? Quem a está pagando?

Inspeção veicular
No último dia 22, o juiz da 11ª vara da Fazenda Pública de São Paulo barrou um pedido da Controlar para que a empresa continuasse fazendo a inspeção veicular na capital paulista. A empresa discute na Justiça o prazo do contrato da licitação.
Para a Controlar, o documento seria válido até 2018. A Prefeitura de São Paulo considera que o prazo já expirou. A discussão está relacionada ao início das atividades, em 2008, 13 anos após a licitação, ocorrida em 1995.
A briga jurídica foi motivada pela mudança de modelo de inspeção, mas também pelas denúncias de corrupção que envolvia a Controlar e a administração Kassab. A prefeitura decidiu partir para um novo esquema de inspeção, menos oneroso ao motorista. A partir daí, as ações se multiplicaram e chegou a ser questionada como inconstitucional pela Procuradoria Geral do Estado.
Além da justiça, o imbróglio se estendeu à mídia.
Ao invés de informar sobre os negócios escusos da Controlar, os grandes jornais e a Rede Globo, passaram a questionar o novo modelo de inspeções do ponto de vista ambiental.

Instituto Saúde e Sustentabilidade
Junto com a pesquisa alarmante do Instituto de Saúde e Sustentabilidade, foi promovido um seminário que contou com o vereador Gilberto Nalini, do PV e crítico feroz da administração Haddad. O vereador falou com destaque, logo após a apresentação da diretora executiva do instituto, Evangelina Vormittag.
“Morrem quatro mil pessoas por ano na cidade com problemas respiratórios e cardíacos em razão da poluição. A inspeção veicular deve ser aperfeiçoada, não flexibilizada”, defendeu o vereador na ocasião. “A questão é de saúde pública, não de política e, muito menos, econômica”, completa.

Ação judicial
Curiosamente, o principal argumento usado pela Controlar ao pedir a continuidade da inspeção veicular foi a pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade. À imprensa, a Controlar afirmou que a pesquisa era da USP, mas, na verdade, Vormittag utilizou pesquisadores da USP para o levantamento, segundo afirma a página do instituto na internet.
Além de Natalini, estavam presentes David Uip, secretário de Saúde de São Paulo e Bruno Covas, secretário do meio ambiente.

Apenas indícios
Então, se há uma pesquisa da USP, há mortes relacionadas com a poluição, afinal, por qual motivo a Justiça barrou a Controlar? E os balões, o verde?
Como notou o juiz da 11ª Vara da Fazenda Pública, há apenas indícios que apontem para mortes causadas por poluição. Especialmente no número levantado na pesquisa. Nas estatísticas de morbidade, a poluição não aparece como causa. Em teoria, ela causaria complicações que levariam ao óbito. Muito distante de afirmar que mata mais que acidente de carro em São Paulo.
O próprio experimento com balões é uma fraude.
No balão, além de gás carbônico, enxofre, chumbo e material particulado (o vilão, segundo Vormittag) há água, oxigênio, nitrogênio. Nem tudo que sai de um escapamento é puro lixo. Além disso, os carros com até 3 anos são, na maioria, flex. O álcool usado na maioria deles polui menos, pq a quebra de moléculas e a queima é mais eficiente que o diesel – esse sim, o grande vilão das metrópoles.
Além disso, os balões, especialmente da cor vermelha, são fabricados com hidrocarbonetos e seu descarte no meio ambiente pode ser mais perigoso que um escapamento a todo vapor.

Por que janeiro?
Somente uma decisão judicial daria continuidade à inspeção veicular feita pela Controlar, nos moldes adotados pela administração Kassab. Seguindo os ritos normais, o contrato com a Controlar acaba em 31 de janeiro deste ano. Mas, na justiça, a Controlar tem perdido sem se conformar. Por isso a urgência de uma ação de marketing viral.

Adiantou?
Balões, gente bonita, vídeo bem feito, infográficos e matérias nos principais jornais. Nada disso adiantou. A Controlar foi barrada pela justiça e a campanha da agência Tudo (que jura, foi institucional, com recursos próprios) não rendeu nada nas redes sociais. As matérias que saíram na Exame e no Estadão, por exemplo, tiveram cerca de 20 Rts, todos neutros, e a tag ‪#‎3segundos‬, bolada para ser um “alerta” ao motoristas, ficou longe de emplacar.
Ainda assim restam dúvidas: quem bancou a campanha? Por que a Globo embarcou numa bobagem? A USP ou sua estrutura foram usadas para interesses particulares? O programa Vai de Bike, do Itaú, e a ong Catraca Livre, do jornalista Gilberto Dimenstein, da Folha, tem qual participação nessa mega operação?”

Fonte: Página Dois (Acessado em 04/08/2014)

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Acho que qualquer um que seja um mínimo mais esclarecido, insinuaria que o lance da Controlar é menos efetivo do que “tampar o sol com uma peneira”. Mesmo que a pesquisa do obscuro instituto, o programa Catraca Livre e o programa de incentivo do uso das bikes em SP feito pelo Itaú seja comprado ou manipulado por alguma instância maléfica, não vou parar de ter crises infernais da minha bronquite/asma no próximo inverno. O estrago já foi feito quando em algum passado plano diretor do município foi dada a prioridade ao transporte individual via automóveis, ante de investir num plano a longa data com transporte em massa e até mesmo numa malha de ciclovias usável pelo paulistano.

Em ano de eleições, tudo vira conspiração (para ambos os lados já conhecidos). Precisamos deixar de lado o debate inflamado e apaixonado pra definir qual qual caminho seguiremos nos próximos anos. O debate não deveria só acontecer nos anos pares de pleitos, mas todos os dias que encontramos algo que não está (em cada concepção pessoal) certo. Se ficarmos nos agredindo entre o insuportável, antiquado e secular debate de que “Fascistas/PSDB & cia vs. Comunistas/PT & cia” vão destruir o universo, a familia tradicional, o direito de liberdade, os gays, lésbicas e negros – que aliás, parece uma briguinha de adolescente de quem tem o maior “documento” ganha)… Bom, ao invés de política, vou começar a discutir com a minha noiva em qual país deveremos morar na próxima década.